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    Quando penso em você
    Fecho os olhos de saudade
    Tenho tido muita coisa
    Menos a felicidade

    Correm os meus dedos longos
    Em versos tristes que invento
    Nem aquilo a que me entrego
    Já me dá contentamento

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    Pode ser até manhã
    Sendo claro, feito o dia
    Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria

    Eu só queria ter do mato
    Um gosto de framboesa
    Pra correr entre os canteiros
    E esconder minha tristeza
    E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
    E deixemos de coisa, cuidemos da vida
    Pois se não chega a morte
    Ou coisa parecida
    E nos arrasta moço
    Sem ter visto a vida

    É pau, é pedra, é o fim do caminho
    É um resto de toco, é um pouco sozinho
    É um caco de vidro, é a vida, é o sol
    É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
    São as águas de março fechando o verão
    É promessa de vida em nosso coração.

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    Composition: Raimundo Fagner

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