Despejar
Ciro Pessoa
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O homem-cabeça-de-pêssego
Vestido de distorcidas nuvens elétricas
Apareceu na noite em que dois cometas
Singravam o céu azul
Despejar, despejar
Um pirata, com sua espada laranja
Mastigava, com seus dentes vermelhos
Uma intensa sereia vestida de luzes difusas
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Despejar, despejar
Os olhos de um arco-íris
Encaravam o sapo-azul-violeta
Na hora em que sua língua saltou pra fora
Despejar, despejar