Mar Caipira

Cláudio Lacerda

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    Piracicaba que adoro tanto
    Em suas curvas me aventurei
    E rio abaixo fui recordando
    De antigas modas que eu escutei

    Nem tantas lágrimas derramadas
    Mudaram a cena que hoje se vê
    Não chora mais quem perdeu amada
    Mas quem o rio queria ter

    Já não tá mais aqui quem falou
    Que caipira não pode ter mar
    Algum dia ainda pego a canoa
    E desço na proa até Corumbá

    Vão dizer que esse cara pirou
    Mas por mim acho tão natural
    Eu sair lá do Piracicaba
    Descer no Tietê e chegar no Pantanal

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    De suas margens sumiu o mato
    Que alegrava nossa visão
    Paisagens belas tão arrendadas
    Pra outros tipos de plantação

    Nas águas turvas dessas barragens
    Que não permitem sua vasão
    Eclusas, marcam nossa passagem
    Pra outros níveis de imensidão

    Já não tá mais aqui quem falou
    Que caipira não pode ter mar
    Algum dia ainda pego a canoa
    E desço na proa até Corumbá

    Vão dizer que esse cara pirou
    Mas por mim acho tão natural
    Eu sair lá do Piracicaba
    Descer no Tietê e chegar no Pantanal

    Já não tá mais aqui quem falou
    Que caipira não pode ter mar
    Algum dia ainda pego a canoa
    E desço rodando até Corumbá

    Vão dizer que esse cara pirou
    Mas por mim acho tão natural
    Eu sair lá do Piracicaba
    Descer no Tietê e chegar no Pantanal

    O rio

    Información de la canción

    Composición: Paulo Simoes y Luiz Claudio Soares Lacerda

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