O Estouro da Manada

Claudio Nasci

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    Gorda ou magra a vaca pouco importa
    E gado nem sempre se comporta como tal
    Tão quieto e calmo num instante
    E de repente noutro explode sem qualquer explicação

    Eu não guio e muito menos sigo nada
    Desde a vara condenada pouco está em minhas mãos
    Nada há em volta que me prenda ou dê abrigo
    Sob o Sol queimo e mastigo a poeira do sertão

    Às vezes passo o dia aqui parado
    E parado quem espera que um dia eu cause mal?
    Mas eu, pastor do avesso
    Espero aceso o estouro da manada!

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    Rio seco, vida estagnada
    E nem sempre tudo segue o seu curso natural
    Tudo torna quando o ar cansado pesa
    Feito a marcha da manada e prepara a escuridão

    Me mudei pro meio do deserto
    E rumino cada passo vindo em minha direção
    Ouço claro cascos que se vão
    E me aborrece que meus cascos
    Nunca arranquem pó do chão
    As reses pastam fartas ao ar livre
    E no ar livre se encerram como em qualquer curral

    E eu, touro possesso, espero inquieto o estouro da manada!

    Información de la canción

    Composición: Claudio Nasci

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