Vozes da Terra

Clemar Guglielme

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    Ouço vozes campesinas que se erguem
    Ecoando nas coxilhas de cimento
    Como o arado, vem rasgar um solo novo
    Semear nele seus anseios e lamentos

    Vem do campo esses anseios sufocados
    Campear justiça pelas ruas da cidade
    Guerras santas sem sangrias e degolas
    Onde as armas são rajadas de verdades

    Ecoam vozes pelos alambrados
    Abrem porteiras, cruzam as calçadas
    Galopam sonhos pelas avenidas
    Que ajoujam braços, laços e enchadas!

    Sem repontas ou rancores essas vozes
    Vêm dizer que faltou terra pra plantar
    Vêm trazer nas mãos os calos de uma espera
    É a quimera de uma casa pra morar

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    Se resposta não houver traz esperança
    E os anseios dessas vozes esquecidas
    Faltará um pão nas mesas com certeza
    E somente promessas serão servidas

    Ecoam vozes pelos alambrados
    Abrem porteiras, cruzam as calçadas
    Galopam sonhos pelas avenidas
    Que ajoujam braços, laços e enchadas!

    Sem repontas ou rancores essas vozes
    Vêm dizer que faltou terra pra plantar
    Vêm trazer nas mãos os calos de uma espera
    É a quimera de uma casa pra morar

    Se resposta não houver traz esperança
    E os anseios dessas vozes esquecidas
    Faltará um pão nas mesas com certeza
    E somente promessas serão servidas

    Ecoam vozes pelos alambrados
    Abrem porteiras, cruzam as calçadas
    Galopam sonhos pelas avenidas
    Que ajoujam braços, laços e enchadas!

    Información de la canción

    Composición: Percival Pedroso y Clemar Guglielme

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