Jazz Da Meia Noite (part. AGRENIUS)

Clone

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    Ó

    Esse mundo é sujo como os bancos do busão
    Olha quem você pega não sabe quem passou a mão
    Vai desestressar outra vez ao som do funk
    (Vai lá)

    O barulho no ouvido e a fumaça nos pulmões
    O álcool no sangue e a brisa que subiu
    Não vão te fazer esquecer daquele tempo sombrio
    Daquilo que só viu
    A esperança tem nome, não finja que não ouviu!
    Fico pensando o que podia tá fazendo entre essas quatro ou seis horas
    Logo cedo a vida entrega na mão do diabo de papel
    Eu sou uma exceção a regra, minha vó me fez uma cara esperto
    Mas Deus me fez um cara forte
    (Amém)

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    Não tem como eu olhar e me identificar
    Eu tô por fora do que os caras daqui curte fazer
    Não tenho a vivência que meus amigos tiveram
    Mas tenho a vivência que eles nunca mais vão ter
    Um negro disposto a morrer pelo seu país
    Fazendo sucesso no país dos outros
    Sua cor continua sendo alvejada

    Mesmo sendo o vermelho do seu sangue que pinta o país de ouro
    Uns guerreiam com uma guitarra ou sax na mão
    Eu canetando alguma coisa ao som de um beat no bus
    Esse balanço não rhythm and blues, motô não tem espaço na van
    Tô gigante igual Ed Motta e pesado igual Djavan
    Depois de velho entendi o que o Yuka quis dizer
    Nunca pensei que ia ser dessa história o protagonista
    Com quem desconhece ou desacredita
    Tô na minha transição passando por turbulência
    Por tribulações, meu espírito é rasta
    A bíblia é meu alimento e não meu amuleto
    Suas linhas que me compõe, minha inspiração
    Ao que me propõem, mantenho a minha posição
    Decor e salteado os versos que me representa
    Eu não boto bebop no meu samba, aqui é Brasil!

    States pode ter blues mas não tem capoeira
    Todo lugar sente sua falta mas só aqui cê tem saudade
    A ancestralidade de repetir e samplear, semba
    A arte de jogar e pegar
    No contratempo, nem só de rima vive o liricista
    Assista, os episódios da sua vida e repita
    Reflita, o mal que te cativa te fez sonhar com a casa grande
    Que te fez esquecer de voltar pra onde veio
    Tipo véio, gíria antiga pra playboy
    A gente para quando a moda pega

    Igual qualquer manifestação cultural vira coisa de marginal
    As roupas larga, as tranças, as dança, os toque em loop
    Troca a modelo, mantém o batuque
    Aumentando preço pra filtrar o público, esse truque
    Mas eu vim de onde as hiena ri e simba não pode ir
    Querem extrair o que é raro, nós somos a fonte natural do que esses caras tem de mais sofisticado
    Quando o jazz da meia toca só quem é se mantém no improvisado

    Información de la canción

    Composición: Juan Diego

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