Vinte Vinte (part. Ana Moura e Branko)

Conan Osíris

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    Vi o amor no mais doce lamento
    Vi uma flor a bailar com o vento
    Vi na areia o barco onde tu vieste
    E a tua boca de amora silvestre

    Ai porque vejo tanto
    Ai quero arrancar este pranto

    Vi a minha vida na boca de um lobo
    Vi a despedida no bico de um corvo
    Vi na areia o barco onde tu vieste
    E a tua boca de amora silvestre

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    O 20 que eu quero
    Não é o tempo que eu espero e
    Não é "eu tento se der" e
    O pensamento a tolher e
    Não é o vento sequer
    A bater noutra mulher
    Não é a filha dum pai a
    Pôr uma mãe a morrer

    Visão 2020 com 20 no teste
    Detestado na tuga, carinha de peste
    Pano na cabeça e boa veste, Isabel
    Silvestre do Sul, não sei quem me enceste

    Eu juro eu vejo bem
    Eu via-te nos barcos a chorar também
    Eu juro eu beijo bem
    Mas o beijo que era teu eu não dou a mais ninguém

    Ai porque vejo tanto
    Ai quero arrancar este pranto

    Ai porque vejo tanto
    Ai quero arrancar este pranto

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