Teste 31 (O monstro)

Corporação Catástrofe

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    Dádiva, ressublimação
    A poeira do caos gesta mais um descartável
    Memórias de um tempo que existiu na ilusão
    Que a realidade esmaga de forma cruel

    Não existe justiça, não existe outra forma
    Delimitado espaço, predeterminado
    Rola no próprio mijo e sorri pra si mesmo
    Mais uma falha
    Mais uma tentação

    Nunca teve escolha, ou direção
    Um amor que agora queima sozinho
    Dá a luz ao vazio que nunca soube saber
    Um ciclo que evolui pra servir aos porcos
    Mestres famintos de sangue, de carne
    De vontade, da vida

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    Uma infância infeliz de abusos
    Onde o errado é a regra pra subjugar
    Os fracos juntam suas forças e atacam
    Sonho lúcido de submissão

    Humanos sem humanidade
    Determinam as regras de um jogo
    Onde a derrota te aguarda
    A inocência, metamorfose

    Abre suas asas
    O monstro
    Ele vive!

    E ele busca um sentido, uma luz
    Come a terra infértil que o cerca
    Rói os ossos de carcaças que antes estavam aqui
    Testemunhando o próprio funeral

    Se nunca tivemos chance
    Porque somos ensinados a perseverar?
    Selecionados de forma artificial
    Escolhidos da natureza a se escravizar

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