Casa de Papelão

Criolo

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    Olhos nos olhos sem dar sermão
    Nada na boca e no coração
    Seus amigos são um cachimbo e um cão
    Casa de papelão

    Olhos nos olhos, preste atenção
    Olha a ocupação
    Só ficou você, só restou você
    Uivo louco, sangue em choro
    Pra agradar opressão

    Não de foice ou faca
    Esquartejada a alma amarga, amassa lata
    Estoura pulmão
    Toda pedra acaba, toda brisa passa
    Toda morte chega e laça
    São pra mais de um milhão

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    Prédios vão se erguer
    E o glamour vai colher
    Corpos na multidão

    Na minha mente várias portas
    E em cada porta uma comporta
    Que se retrai e às vezes se desloca
    E quantos segredos não foram guardados nessa maloca?
    Flutuar no céu poluído da cidade e beber toda a sua mentira
    Esperança à míngua, torneira sem água
    Moeda? É religião que alicia
    Vamos cantar pra nossos mortos
    Vamos chorar pelos que ficam
    Orar por melhores dias
    E se humilhar por um novo abrigo

    Não de foice ou faca
    Esquartejada a alma amarga, amassa lata
    Estoura pulmão
    Toda pedra acaba, toda brisa passa
    Toda morte chega e laça
    São pra mais de um milhão

    Prédios vão se erguer
    E o glamour vai colher
    Corpos na multidão

    Información de la canción

    Composición: Daniel Ganja Man, Criolo, Guilherme Held y Marcelo Cabral

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