(intro) D C G D C D GG Mestiço matuto, sou bicho do matoD Conheço o bom prato sentindo o cheiro Se faço picada abrindo caminhosG Eu sigo meu mapa andando em trieiros Sei quando o sol nasce quando a lua vaiG7 C A sombra do imgá é a minha cartolaG Vejo nuvens brancas de bois no banhadoD E o verde mergulha no espelho alagadoC D G C G Que o verão espalha e depois vai emboraD Ninguém imagina que um terremotoC É o grito da terra gemendo de dorG D Das bombas que caem plantando o medoC G Da fumaça que sobe em forma de florD Ninguém imagina que o coraçãoC É a chave que abre a porta do céuG D E as águas revoltas desse tssunameC D G C G É só uma lágrima dos olhos de deusG Não gosto de ver fumegando a queimadaD Tirando a morada de quem tem direito São aves que perdem seus ninhos nos galhosG E a onça é churrasco de pé no braseiro Tatus, siriemas, macacos e ararasG7 C Antas, capivaras e até bacurauG Pinhé, beija ? flor, maritaca e bandeiraD Coruja, anú, curiando e vespeiraC D G C G São reus inocentes nas mãos desse animal (refrão)G Sou bicho mato sou só criaturaD Não sei se a cultura me fez ser mais gente Não sei se as letras mudaram meu sentidoG Se fiquei mais burro ou um sábio indecente Ás vezes eu acho palavras bonitasG7 C Mas nada explicam se falam de guerraG Não sei se o mais forte é o mais fraco que lêD Ou forte é o fraco que finge não vêC D G C G Que a faca da gana estilha a terra (refrão 2x)
Lágrimas de Deus
Cristiano Vanini
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