Chico das Águas

Cristina Amaral

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    Velho Chico
    No fuxico de tuas águas
    As minhas mágoas se afogaram em teu correr
    Na canoa em que eu faço a viagem
    No silêncio da paisagem vejo tudo florescer

    Eu te pergunto quantas lágrimas matutas
    Se derramaram pra que fosses lindo assim
    Desde a canastra até a última morada
    Em que te entregas ao mar um amor sem fim

    Junto ao teu leito ora largo ora estreito
    Tuas águas pintam de verde o sertão
    Dando festa na vida do sertanejo
    Olho pra ti e vejo tens alma e coração

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    Oh, velho Chico quantas sedes saciadas
    Por tantas bocas que viveram a te beber
    Chico das águas, Chico amigo, São Francisco
    Vem de alegria minha vida abastecer

    Vem dar água de beber
    Matar a sede da gente
    Vem transformar a semente
    Em fruto bom de se comer

    Junto ao teu leito ora largo ora estreito...

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    Composition: Toinho Alves and Xico Bizerra

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