Cabritado
Dalva Suada
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Na lábia da fala de quem se cala
Cabritado da pele áspera da agonia
Nos poros é pó, visto de uma longura só
Atravessado na coluna um nó
O sumo do dia da noite que vem
E o céu é vapor, fervura e testa franzida
Alimentando outra vez o que me faz viver
Atrás da colheita vivida de sobra
Pupila tremendo
Com os olhos cortados é fato
Mas vendo e sentindo outras formas
Outras se abrem por dentro
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Moldado ao castigo do Sol
Ao castigo do Sol mudado
Moldado ao castigo do Sol
Seu ouro de tolo babaca e sofrido
Eu só uma mente pedindo e explodindo
Eu só uma mente pedindo e explodindo