Marcapasso

Daniel Conti

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    Não há espaço pro passo
    Que pisa em falso na poça
    Frente a soleira

    Entre a soleira e a porta
    Além de vento só passa
    Correspondência

    Não há aperto no passo
    Que salve a falta de espaço
    Que tem na agenda

    Não há botão que desfaça
    Faça do passo um ex-passo
    Num passo só

    Não há ditado que faço
    Nenhuma linha que traço
    Que vire lenda

    Não há namoro ou abraço
    Que faça falta ou sufoque
    Que feche a fenda

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    E não há laço que laço
    Com toda força do braço
    Que ate um nó

    Não há passado que passe
    Que se remende, se apague
    Que vire pó

    Não há lembrança que eu guarde
    Que ocupe todos kbytes
    Que têm a mente

    Não há almoço que mate
    A imensa fome que abate
    Meus sentimentos

    Não há pés juntos que jurem
    Nem figa que os dedos cruzem
    Sem dor nem dó

    Nem choro que a chama apague
    Palavra que o beijo cale
    Num beijo só

    O tempo não marca passo
    E o marcapasso do tempo
    Não pede benção

    Na contramão, contra o vento
    Com passos no contratempo
    Passo veloz

    Mesmo que eu passe e não pense
    Se o tal caminho depende
    Do pensamento

    Até que o passo se espace
    No pé se perca o compasso
    E vire pó

    Song details

    Composition: Tatto Ferraz, Daniel Conti, and Claudio Olliver

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