Criado Em Galpão

Daniel Pinheiro

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    Nasci na pampa azulada e da minha terra eu sou peão
    Estampa de índio campeiro que foi criado em galpão
    Gosto do cheiro do campo e do sabor do chimarrão
    E de dobrar boi brabo a pealo nos dias de marcação

    Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena
    Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
    Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
    Meu sistema de gaúcho é mais ou menos assim

    Uso um tirador de pardo arrastando no capim
    Uso uma bombacha larga com feitio do melhor pano
    E um trinta ao correr da perna com um palmo e meio de cano
    Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena

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    Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
    Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
    Crinudo que sacode arreio engancho só na paleta
    Pois as esporas que eu uso tem veneno na roseta

    Tenho um preparo de doma trançado com perfeição
    Pra fazer qualquer ventena saber quem é este peão
    Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena
    Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena
    Pra sentir o sopro do vento me esparramando a melena

    O dia em que eu não puder aguentar mais o repuxo
    Talvez o Rio Grande diga lá se foi mais um gaúcho
    Mas enquanto eu tiver força laço domo e tranço ferro
    E na invernada do mundo mais um rodeio eu encerro

    Información de la canción

    Composición: Quide Grande

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