O Primeiro Império na Corte do Samba

Daniel Silva

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    O morro da formiga vai à luta
    Nesta festa na corte de bambas
    Em verde e branco bordei a bandeira
    Do primeiro império do samba

    No ressoar dos atabaques
    O misticismo vai começar
    A força que emana de palmares
    Agôiê xangô, obá, oxum, oyá
    Sou nginga e tô na ginga desse samba
    Sou negra, sou guerreira, pérola mulher
    Orayêyêô nossa padroeira seu dourado a desaguar
    Atotô é dele o Sol, a terra e o poder de curar
    Libertei minha verdade
    Africanidade swing da cor a embalar
    O chão treme e anuncia
    A imperio da tijuca com a órion desfilar

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    Na Bahia tem a gira dos meus orixás
    No vale do café revolta contra o capataz
    A beleza fez em foz o que sabia fazer
    O esplendor do Rio de Janeiro
    Te convido reviver

    E vindo lá do sertão
    Uma prosa nordestina para o povo libertar
    Feito a divinal criação
    Mestre vitalino arte mais pura a brotar
    Quimeras, utopias, ideais de valor
    São Jorge é meu protetor
    Valei-me cavaleiro, justiceiro e vencedor
    Um pais de riquezas naturais
    Onde quem tem muito sempre quer ter mais
    Nesse balanço vem brincar no meu cordão
    Esqueça sua dor embarque nesta diversão
    Sou herdeiro dessa tropa, o saber é meu matiz
    Império exalta sua raiz
    E a massa tijucana me feliz

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    Composition: Victor Nowosh, Victor Fernandes, Isac Ferreira, Sérgio Ayres, Tattiane Carvalho, and Eduardo Thannus

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