Olhar No Horizonte 2

Danielle de Aguiar

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    No cais de vidro, quem só vê a maré partir
    Coleciona reflexos de um navio a zumbir
    Junta cacos de espelho, mapas de um lugar
    E pensa que a minha história é só o que está no ar

    Observa o meu sapato, o laço, o pó no chão
    E faz um romance do meu simples respirar
    Mas o que a moldura guarda é só poeira de ilusão
    Enquanto eu sou o sal que se dissolve no mar

    Sinto o véu, o rumor que tenta me cristalizar
    É ver na tela um rio que não sabe navegar
    Mas é só um arrepio, um vento, vai passar
    Pois meu Sol nascente eu vou cantar
    Olho pro lado e vejo o brilho de quem veio dançar!

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    (E o coração acelera!)
    Sou tempestade em alto-mar, não sou a imagem no ar
    Eu pulso, salto, quebro a bolha de olhar pra olhar
    Enquanto você arquiva um instante congelado
    Eu sou o abraço, o grito, o corpo liberado!
    Sou raiz, não moldura! Chama, não pavio!
    A vida é agora, e eu tô no meio do furacônio!

    E o que você chama de eu
    É só um peixe de papel num aquário seu
    Eu vou é mergulhar, mergulhar, mergulhar
    Onde o eco vira voz pra gritar!

    Sou tempestade em alto-mar, não sou a imagem no ar
    Eu pulso, salto, quebro a bolha de olhar pra olhar
    Enquanto você arquiva um instante congelado
    Eu sou o abraço, o grito, o corpo liberado!
    Sou raiz, não moldura! Chama, não pavio!
    A vida é agora, e eu tô no meio do furacônio!

    (Ah, ah, ah-ah-ah)
    Mergulho fundo, você só vê a aurora pelo filtro
    Eu sou o beijo de luz no pulso do universo vivo!

    Información de la canción

    Composición: Danielle de Aguiar Carvalho de Vasconcelos

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