Ecos de um Vagalume

Danilo Cezar

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    Caneta preta na branquitude
    Meu lume é atitude, vaga no ecoar
    A mente acesa pra redigir
    A Lua a persistir, subúrbio de inspirar
    É que a escuridão ilumina à farol
    A quem não tem lugar ao Sol
    Sou, por eles, lona armada
    Pelos trilhos da escrita
    Vou servindo um prato cheio por quem vive de marmita

    São ecos noturnos, pelos submundos eu vou bandear
    Deixa serenar, vadeia!
    Lá no alto do morro pedimos socorro para o orixá!
    Ô Deixa girar, bambeia!

    Madrugadeou, onde o samba faz morada
    E ao som da batucada, copo cheio, pele nua
    É perfume da rua, lançado por notas musicais
    Nobre amor dos fevereiros
    Dos antigos carnavais

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    O sino da igrejinha faz Belém-blém-blom

    Astro Rei que anuncia, que o nego tem batente
    Com prazer sou vagalume pra acender a sua mente
    Eu vivi há muito tempo pra mudar os amanhãs
    E lembrar que quem quiser será Francisco Guimarães

    A cultura do povo, tem a cor do Brasil
    Um diploma na mão faz calar o fuzil
    Nos jornais da história um lugar mais igual
    Pra não esquecer de quem deu a vida a Vigário Geral

    Song details

    Composition: Totonho, Mauricio Amorim, Marcelinho Santos, Ricardo Simpatia, Telmo Augusto, Julio Cezar Freidsil, Romeu, Joao Vidal, Rafael Goncalves, Jorginho V13, and Marcos Barberino

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