Lago Verde Azul

Dante Ramon Ledesma

    Continues after the ad

    Um medo de andar solito, ouvindo vozes e gritos
    E até do barco um apito, na sua imaginação.
    Olhos esbugalhados, do moleque assustado,
    Olhando aquele mar bravo,
    Ora doce, ora salgado, num temporal de verão.

    Sem camisa na beirada, bombachita arremangada
    Botou petiço na estrada, quando a areia lhe guasqueou.
    Sentiu um arrepio, com aquele ar frio que o açude e rio,
    E as águas que ele viu não lhe provocou.

    Continues after the ad

    Coqueiro e figueira dos matos
    E a bela Lagoa dos Patos,
    Ó verdadeiro tesouro.
    Lago Verde e Azul,
    Que na América do Sul
    Deus botou pra bebedouro.

    Tempos que ainda tinha, o bailado da tainha
    Quando o boto vinha com gaivota revoada.
    E entre outros animais, no meio dos juncais
    Surgiam patos baguais e hoje não se vê mais,
    Este símbolo da aguada.

    Nas noites de lua cheia, a gente sentava na areia
    Para ver se ouvia a sereia, entre as ondas cantando.
    E hoje eu volto ali, no lugar em que vivi
    Onde nasci quando guri,
    E olho a lagoa em ti, e me enxergo chorando.

    Song details

    Composition: Carijo

    Did you see an error?

    Enviar revisão