Quatro Cores

Davi Silvino

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    Quatro cores que dizem tantas coisas
    Tantos rostos e tantos corações
    Quantas casas e quantas vidas pobres
    E ricas de amores e ilusões

    Quatro cores que marcam uma estrada encharcada de lágrimas de dor
    Quatro cores da injustiça
    Daquele menino na esquina
    Daquele mendigo a pedir, a implorar

    É um verde de matas desmatadas
    Ou é o verde de espécies em extinção
    Ou é o verde corrupto das gravatas, dos partidos da próxima eleição
    Ou é o verde miséria que corrompe, e instiga no peito a ambição
    Que compra um voto e depois, paga só um saco de arroz
    Paga nada pro muito da população

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    Eita povo forte pra aguentar o peso que faz tanta exploração
    Eita povo lindo que sorri pra prosseguir com o violão
    Com a noitada e com amor no coração

    O amarelo do ouro é roubado pro luxo de quem já tem demais
    O amarelo dos poucos que tem muito, e dos muitos que pedem nos sinais
    O amarelo burguês que é o lastro, acumula quantias colossais
    Tirando o leite do filho da gente
    Obrigando o pobre inocente
    Um caminho de pedra traçar, se humilhar

    Eita povo forta pra aguentar o peso que faz tanta exploração
    Eita povo lindo que sorri pra prosseguir com o violão
    Com a noitada e com amor no coração

    E aquele azul tão limpo dos teus céus
    Já não existe mais
    Já disse há um tempo atrás
    Um sábio cantador
    E esse branco que você traz
    Só pode ser a paz
    Que o povo alimenta com os carnavais

    Eita povo forte pra aguentar o peso que faz tanta exploração
    Eita povo lindo que sorri pra prosseguir com o violão
    Com a noitada e com amor no coração

    Información de la canción

    Composición: Davi Silvino

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