Vagamundo

Delinquentes

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    A vida vira o dia com nada nas mãos
    Carros passam alheios
    Latas nas narinas, penetram as veias
    Pés descalços revirando o lixo
    Esperança quase já não há
    Perseguindo seu suicídio
    Acreditando que um dia vai mudar

    Sua mente voa entre os urubus
    Sua vida escoa em seu corpo nu
    Não existe o dia, é tudo escuridão
    Vive inconformado com sua própria solidão

    Ver-o-peso, condor, feira do açaí
    Mercado de são Braz, doca, benguí
    Tudo está tão podre, já não agüento mais
    O lixão do aurá entre os animais

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    Vagamundo, vagamundo...

    Pés descalços...

    Vagamundo, vagamundo
    Não consegue nem morrer
    Vagamundo, vagamundo
    Nem pra isso o lixo serve

    Vagamundo, vagamundo...

    Deixa eu andar...

    Información de la canción

    Composición: Jayme Katarro y Sandro Hamilton Figueiredo Srur

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