Homem Valente

Delmonte e Amaraí

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    Sentindo saudade das coisas da roça
    O moço poeta deixou a cidade
    Foi sentir de novo o cheiro do mato
    E deu-se um fato pra bem da verdade

    Foi bem recebido por alguns amigos
    E mal entendido por rivalidade
    O moço poeta ganhou na chegada
    A flor desejada pela sociedade
    Manda poesia à bela Maria
    Gostou do poeta com sinceridade

    Mordidos de ciúmes alguns bonitinhos
    Julgados valentes por andarem armados
    Cercaram o moço, poeta modesto
    Mas o manifesto foi logo abafado

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    Uns pontos de vírgulas num dedo de prosa
    Cobriu de vergonha todo o povoado
    Com erres e esses bem pronunciados
    Os cowboys de araque foram desarmados
    Nem uma palavra caía no chão
    Só no coração dos encabulados

    O moço poeta usou da palavra
    Com jeito de santo e voz de leão
    E disse, eu conheço o homem valente
    Olhando a patente dos calos das mãos

    Eu vejo o roceiro cultivando a terra
    E o jangadeiro rasgando o tufão
    Vejo o boiadeiro gritando a boiada
    E o sertanejo vencendo o sertão
    Vejo a segurança das nossas famílias
    E as construções brotando do chão

    Comércio e indústria do mar e da terra
    Forças armadas e forças civis
    Riqueza do solo e potência do espaço
    Abaixo de Deus tem sua raiz

    Nos calos das mãos de um homem valente
    A maior trincheira de um povo feliz
    A bela Maria beijou o poeta
    Olhou os mocinhos e alto ela diz
    De mãos calejadas dê um passo à frente
    Que eu lhe beijo os pés em nome do país

    Información de la canción

    Composición: Edward De Marchi

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