Espelhos

Demitidos

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    Eu sei, sou meu prórpio pai
    Arrebento minha alma no papel
    Esqueço o raio turvo que cruzou
    A superfície azul do céu

    Abracei a fúria, Afinal
    Nem sempre ela está aqui
    Nem sempre ela faz mal.

    Pois sonhos mortos são ausentes
    Me enforco com meus próprios ideais

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    Voltei as costas ao impossível:
    Hoje não consigo mais
    Finjo saber quem me chama
    Ela não me atinge mais

    Serei eu o primeiro a ser outra pessoa?
    Ficarei mais feliz, ficarei numa boa
    A minha vida eu deixo aqui enquanto alcanço a perfeição
    Felizmente esqueci da dissonância na canção

    E nesse escombro de maldade
    Nos tornaremos espelhos um do outro
    Mas não por nossa decisão:
    Eu por vontade alheia à minha
    Você por pura falta de opção

    Talvez um dia isso mude
    Ela não me ilude mais
    Espero que um dia se rompa
    Ela não me compra mais

    Información de la canción

    Composición: Rodrigo Campos

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