Berrante Calado

Denis Gerais

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    Abri a porteira de um tempo esquecido
    Num canto do quarto, sob a luz do luar
    Toquei o chapéu que já foi colorido
    Mas hoje tem manchas de tanto lutar

    A fivela de prata, brilho embaçado
    Guarda o reflexo de um Sol que se pôs
    O couro sovado, cheiro de gado
    Contando a história que fomos nós dois

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    O vento soprava, trazia o destino
    A poeira era o manto de quem tem valor
    Mas o tempo é um moinho, o moço é menino
    Moendo a saudade, plantando a dor

    Onde o gado passava, o asfalto correu
    Onde o sonho morava, o muro cresceu
    Mas dentro do peito, o pasto é sagrado
    Sou o guardião de um berrante calado
    No rastro da vida, a alma é de terra
    A saudade é a tropa que luta essa guerra

    Información de la canción

    Composición: Idenilson Honorio Da Silva

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