Copo Sujo e Alma Vazia

Denis Gerais

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    A porta da rua virou o meu único apogeu
    Nesta casa o silêncio é a herança que você deixou
    No rádio de pilha, a sanfona lamenta feito eu
    E o peito amargurado paga a conta que o dêstino cobrou

    O balcão de madeira já conhece a minha história
    O garçom nem pergunta, já traz uma margosa pra esquecer
    Cada gole de cana apaga um traço da memória
    Mas a sua malícia insiste em me fazer sofrer

    E o tal locutor no rádio a anunciar
    Agora é o Denis Gerais para te castigar
    É um golpe por linha, é um gole por verso
    Eu sou o mendigo de amor nesse imenso universo

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    Ê, mulher danada, que me deixou no sereno
    Bebeu do meu mel e me serviu veneno
    Tô num bar de esquina ouvindo o modão estalar
    Se você não voltar, o estoque de pinga eu vou terminar!

    Ê, mulher danada, rainha da minha agonia
    Transformou meu castelo em pura covardia
    Tô bebendo a saudade, pedindo pro tempo parar
    Pois sem o seu beijo, a minha casa é o balcão desse bar!

    Ê, mulher danada, que me deixou no sereno
    Bebeu do meu mel e me serviu veneno
    Tô num bar de esquina ouvindo o modão estalar
    Se você não voltar, o estoque de pinga eu vou terminar!

    Ê, mulher danada, rainha da minha agonia
    Transformou meu castelo em pura covardia
    Tô bebendo a saudade, pedindo pro tempo parar
    Pois sem o seu beijo, a minha casa é o balcão desse bar!

    Song details

    Composition: Idenilson Honorio Da Silva

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