O Brinde da Dignidade

Denis Gerais

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    O tempo é um mestre que não aceita suborno
    E o destino, esse arquiteto de ausências brutais
    Desenhou um mapa onde eu não encontro o retorno
    Para os braços que hoje não me pertencem mais

    Eu sei que o riso que eu plantei agora é de outro
    E os frutos desse amor nunca terão o meu DNA
    Mas o amor de verdade não é um sentimento frouxo
    É saber se afastar para que o outro possa brilhar

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    Eu tinha tudo pra ser o rei da amargura
    Um vassalo do copo, um boêmio de profissão
    Perdido no nevoeiro da noite e da loucura
    Entregando as chaves do meu pobre coração

    Mas eu carrego uma armadura feita de dignidade
    No peito, uma força que não me deixa naufragar
    Para não ser escravo de uma infinita saudade
    Eu ponho limites no que decido suportar

    Mas eu carrego uma armadura feita de dignidade
    No peito, uma força que não me deixa naufragar
    Para não ser escravo de uma infinita saudade
    Eu ponho limites no que decido suportar

    Song details

    Composition: Idenilson Honorio Da Silva

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