O bronze antigo lá no alto da torre Badala as horas de um dia que não finda Enquanto o Sol no horizonte logo morre A saudade dela aqui em mim é viva ainda Cada pancada é um martelo no meu peito Marcando o passo desse luto sem adeus O tempo passa e eu não vejo mais o jeito De arrancar essa dor no meu peito O vento traz o som que em mim ecoa Um carrilhão de dor e solidão A cada hora uma esperança que voa Deixando marcas no meu pobre coração Oh, relógio velho, pare o seu caminho! Não deixe o tempo me roubar a lucidez Pois cada volta eu me sinto mais sozinho Morrendo um pouco a cada batida de vez Trave os ponteiros, congele esse instante Pois o silêncio é a paz que eu não tenho Enquanto ela estiver assim, distante O seu tique-taque leva essa paixão adiante Oh, relógio velho, pare o seu caminho! Não deixe o tempo me roubar a lucidez Pois cada volta eu me sinto mais sozinho Morrendo um pouco a cada batida de vez Trave os ponteiros, congele esse instante Pois o silêncio é a paz que eu não tenho Enquanto ela estiver assim, distante O seu tique-taque leva ela mais adiante