Cumade Pequena
Mãe Preta vestida de branco
Andando na beira da estrada
De pequena não tinha nada
Calço na cabeça
Descalço, ela vem caminhando
Com a trouxa bem equilibrada
Indo cumprir sua jornada
Negros olhos profundos
Sabedoria ancestral
Transitava entre os mundos
Carnal e espiritual
Pequena não possuía
Nenhum bem material
E com toda a fé que tinha
Expulsava qualquer mal
Curandeira, parteira
Benzedeira, lavadeira
Tinha o dom da bondade nas mãos
Raizeira, rezadeira
Enfermeira, guerreira
Mama África do meu sertão
Cumade Pequena
Em seu coração calejado
Guardava a sua tristeza
E transformava em gentileza
Curava doenças
Com silêncio, galhos e ervas
E o conhecimento das rezas
Forças da natureza
Negros olhos profundos
Sabedoria ancestral
Transitava entre os mundos
Carnal e espiritual
Pequena não possuía
Nenhum bem material
E con toda fé que tinha
Expulsava qualquer mal
Curandeira, parteira
Benzedeira, lavadeira
Tinha o dom da bondade nas mãos
Raizeira, rezadeira
Enfermeira, guerreira
Mama África do meu sertão
Cumade Pequena
Com sua aura iluminada
Sempre aparece em meus sonhos
Com o mesmo semblante tristonho
Onde quer que esteja
Agora está eternizada
E muitos a conhecerão
Na letra dessa canção