Cada vez que a Lua me encandeia
Uma memória sua desencadeia
Lamparina acesa a iluminar
A estrada que me trouxe a esse lugar
Canta o galo quando o céu clareia
E anuncia o dia que nos presenteia
Passarinho, cante também, se quiser
Fogo e lenha fervem a água pro café
Estrela bela na janela
Grande e amarela
Que sai, pra esquentar a terra
E cai, por trás daquela serra
Rio que sangra
Pureza nas veias a correr
Norte-grandeza forte
A sorte de aqui nascer
Rio, correnteza
Sangue da natureza a fluir
Forte grandeza
A sorte de viver aqui
Cada vez que a Lua me encandeia
Uma memória sua desencadeia
Lamparina acesa a iluminar
A estrada que me trouxe a esse lugar
Lua, linda lamparina
Prata purpurina
Que traz a escuridão que esfria
E faz adormecer o dia
Lua Serena, tão plena
Selene a reluzir
Cheia, minguante, meia
Sem medo de sorrir
Lua crescente
Tão resplandecente pelo céu
Deixe espalhar o seu brilho lunar
Como um véu
Rio que sangra
Pureza nas veias a correr
Norte-grandeza forte
A sorte de aqui nascer
Rio, correnteza
Sangue da natureza a fluir
Forte grandeza
A sorte de viver aqui
Lua, linda lamparina
Prata purpurina
Que traz a escuridão que esfria
E faz anoitecer o dia