No escuro telhado, ela pousa
Como sombra que sabe voar
Guarda segredos que ninguém ousa
E nem se atreve a desvendar

Com seu manto coberto de penas
Deslizando a asa no breu
Ecoando na noite Serena
Faz tremer até perna de ateu

Seu vestido de Lua branca
Rosto pálido e brilho de estrela
Todos a ouvem quando canta
Mas ela escolhe quem pode vê-la

Toda fé que se tem é pouca
Ela faz crente se ajoelhar
A garganta nunca fica rouca
Projetada pra assustar

Ê, Suindara
Ave temida e rara
Tira o sossego do sertão
(Não dorme não)

Ê, Suindara
Rasga mortalha e dispara
De medo o meu coração

A criança que ouve o teu grito
Se encolhe em posição fetal
O sertanejo conhece o mito
Esse rasgo não é bom sinal

Diz a lenda e crenças antigas
Que um dia ela se apaixonou
Mas esse amor lhe custou a vida
E numa coruja, reencarnou

Se esconde nas fechadas matas
Construindo um ninho pra viver
Mas o homem mal chega e devasta
O lugar que pertence a você

Talvez seja por pura vingança
Quando emite o teu canto mortal
Pra que a gente guarde na lembrança
E não entre em seu quintaa, rhaw

Ê, Suindara
Coruja linda e rara
Tira o sossego do sertão
(Não dorme não)

Ê, Suindara
Rasga mortalha e dispara
De medo o meu coração
Ninguém dorme não

Seu vestido de Lua branca
Rosto pálido e brilho de estrela
Todos a ouvem quando canta
Mas ela escolhe quem pode vê-la

Toda fé que se tem é pouca
Ela faz crente se ajoelhar
A garganta nunca fica rouca
Projetada pra aterrorizar, rha

Ê, Suindara
Ave temida e rara
Tira o sossego do sertão
(Não dorme não)

Ê, Suindara
Rasga mortalha e dispara
De medo o meu coração
Ninguém dorme não

Ê, Suindara
Coruja linda e rara
Tira o sossego do sertão
(Não dorme não)

Ê, Suindara
Rasga mortalha e dispara
De medo o meu coração
Ninguém dorme não

Información de la canción

Composición: Denísia Diniz

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