A Balada de Duas Pedras

Depollo

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    No silêncio do claustro, um olhar se acendeu
    Um frade e uma freira, segredo que nasceu
    Entre rezas contidas, pulsava a paixão
    Mas juraram a Deus a vida e o coração

    E quando a noite chegava
    O desejo chamava
    O amor escondido, queimava em perdão

    Dois corações proibidos, fugindo do altar
    Na estrada da fé escolheram pecar
    O céu chorou vendo a fuga em mãos dadas
    O amor era chama, mas também espada
    Dois corações proibidos, fugindo do altar
    Na estrada da fé escolheram pecar
    O céu chorou vendo a fuga em mãos dadas
    O amor era chama, mas também espada

    Deixaram os votos, as grades do mosteiro
    Seguiram o instinto, o amor verdadeiro
    Mas nas sombras do medo, o pecado os cercou
    E uma voz celestial seu destino selou

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    Na última prece, em lágrimas caídas
    Pediram que o amor não tivesse mais feridas

    Dois corações proibidos, fugindo do altar
    Na estrada da fé escolheram pecar
    O céu chorou vendo a fuga em mãos dadas
    O amor era chama, mas também espada
    Dois corações proibidos, fugindo do altar
    Na estrada da fé escolheram pecar
    O céu chorou vendo a fuga em mãos dadas
    O amor era chama, mas também espada

    E então a terra tremeu, o vento soprou
    Dois corpos amantes em pedra virou
    Agora são rochas na beira do rio
    Unidas pra sempre, jamais separar

    Dois corações proibidos, fugindo do altar
    Na estrada da fé escolheram pecar
    O céu chorou vendo a fuga em mãos dadas
    O amor era chama, mas também espada

    Dois corações proibidos que ousaram amar
    Na fúria divina aprenderam calar
    Mas o tempo eterno gravou sua história
    Duas rochas guardando um amor na memória

    Información de la canción

    Composición: Depollo

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