Justiça Cega (Mas de Olhos Abertos pro Poder)

Depollo

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    A estátua chora na praça vazia
    Venda nos olhos, mas a mão escolhia
    O peso não é igual na balança
    Pra uns o rigor, pra outros a bonança

    Toga preta, consciência manchada
    Lei pra nada, verdade rasgada
    Palácios altos, vozes surdas
    O povo grita, sentenças mudas

    Quem vigia os que dizem vigiar?
    Quem julga o juiz quando ele erra ao julgar?

    Justiça cega e seletiva?
    Constituição ferida, ainda respira
    Ministros blindados acima da lei
    Calam o povo, coroam o rei
    Rasgam a carta, chamam de ordem
    Arbitrariedade vira norte
    Se a toga trai o chão da nação
    Quem devolve a lei à mão do cidadão?

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    Caneta pesa mais que o voto
    Silêncio imposto em nome do todo
    Liberdade vira crime opinado
    Pensar diferente é réu condenado

    Decidem tudo atrás de cortinas
    Verdades camufladas, mentiras expostas
    A lei que era escudo do povo
    Vira arma de um jogo sujo

    Justiça cega e seletiva?
    Constituição ferida, ainda respira
    Ministros blindados acima da lei
    Calam o povo, coroam o rei
    Rasgam a carta, chamam de ordem
    Arbitrariedade vira norte
    Se a toga trai o chão da nação
    Quem devolve a lei à mão do cidadão?

    Não é ataque à justiça
    É um grito por ela
    Não é ódio à lei
    É amor ao povo

    Que a justiça tire a venda do medo
    E pese a lei para todos os lados
    Porque quando a toga perde o pudor
    O silêncio vira cúmplice da dor

    Justiça cega e seletiva?
    Constituição ferida, ainda respira
    Ministros blindados acima da lei
    Calam o povo, coroam o rei
    Rasgam a carta, chamam de ordem
    Arbitrariedade vira norte
    Se a toga trai o chão da nação
    Quem devolve a lei à mão do cidadão?

    Información de la canción

    Composición: Depollo

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