Maldito Coração Capixaba

Depollo

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    Na esquina da madrugada
    Com um violão desafinado
    Um poeta ria da fumaça
    Do mundo torto e apertado

    Falava de amor e loucura
    De bar, de rua e solidão
    Misturava samba e rebeldia
    No batuque do coração

    E ninguém entendia direito
    A dor por trás da ironia
    Mas quem ouvia sua voz
    Sentia um clarão na poesia

    Ô Sérgio, filho da noite
    Capixaba de alma vadia
    Cantava contra o sistema
    Com fome de melodia

    Continúa después del anuncio

    Entre copos e utopias
    Você virou canção de bar
    Profeta dos esquecidos
    Que nunca parou de sonhar

    Diziam: Esse homem é maldito
    Só porque falava a verdade
    Mas toda cidade pequena
    Tem medo da liberdade

    Seu grito ficou suspenso
    No rádio que o tempo apagou
    Mas cada louco sensível
    Ainda canta o que você deixou

    Ô Sérgio, parceiro do vento
    Da geração sem lugar
    Você saiu cedo demais
    Mas nunca deixou de voltar

    Nas fitas velhas, nos palcos
    Na voz rouca da boemia
    Teu nome segue aceso
    Como um fósforo na poesia

    E quando a noite silencia
    E a tristeza pede abrigo
    Tem sempre alguém numa esquina
    Cantando você comigo

    Información de la canción

    Composición: Depollo

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