Mágoa de Boiadeiro

Dhonatan e Andressa

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    Antigamente, nem em sonho existia
    Tantas pontes sobre os rios, nem asfalto nas estradas
    A gente usava quatro ou cinco sinuelos
    Pra trazer o pantaneiro no rodeio da boiada

    Mas hoje em dia, tudo é muito diferente
    Com o progresso, nossa gente nem sequer faz uma ideia
    Que entre outros, fui peão de boiadeiro
    Por este chão brasileiro, os heróis da epopeia

    Tenho saudade de rever nas corrutelas
    As mocinhas nas janelas acenando uma flor
    Por tudo isso, eu lamento e confesso
    Que a marcha do progresso é a minha grande dor

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    Cada jamanta, que eu vejo carregada
    Transportando uma boiada, me aperta o coração
    E quando olho minha tralha pendurada
    De tristeza, dou risada, pra não chorar de paixão

    O meu cavalo, relinchando pasto a fora
    Que por certo também chora, na mais triste solidão
    Meu par de esporas, meu chapéu de aba larga
    Uma bruaca de carga, um berrante, um facão

    O velho basto, o sinete e o apero,
    O meu laço e o cargueiro, o meu lenço e o gibão
    Ainda resta a guaiaca sem dinheiro
    Deste pobre boiadeiro que perdeu a profissão

    Não sou poeta, sou apenas um caipira
    E o tema que me inspira é a fibra de peão
    Quase chorando, imbuído nesta mágoa
    Rabisquei estas palavras, e saiu esta canção

    Canção que fala da saudade das pousadas
    Que já fiz com a peonada, junto ao fogo de um galpão
    Saudade louca de ouvir o som manhoso
    De um berrante preguiçoso, nos confins do meu sertão

    Información de la canción

    Composición: Nonô Basílio y Índio Vago

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