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    São panos que são de ferro
    Da própria malha do mal
    Tecidos de medo e erro
    E de um silêncio brutal
    Caem no peso dos anos
    Que nos atiram para trás
    Apagam tudo de preto
    Vestem a vida de luto

    O dia é da cotovia
    De noite o mocho assobia
    Quando vos calam a voz
    Daqui respondemos nós

    Lareiareia lareiá
    Lareiareia
    Lareiareia lareiá
    Lareiareia

    Sem cara lei que mascara
    A ferida que nunca sara
    Maldade, orgulho, doente
    Achar que mulher não é gente
    Tratam a própria existência
    Loucura, incoerência
    Homens sem amor de mãe
    Hão de viver sempre aquém

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    O dia é da cotovia
    De noite o mocho assobia
    Quando vos calam a voz
    Daqui respondemos nós

    Lareiareia lareiá
    Lareiareia
    Lareiareia lareiá
    Lareiareia

    Rasgam-se as mortalhas, e os panos são laços
    Que nos unem todas em todos os espaços
    Rasgam-se as mortalhas, e os panos são laços
    Que nos unem todas em todos os espaços

    Lareiareia lareiá
    Lareiareia
    Lareiareia lareiá
    Lareiareia
    Lareiareia lareiá
    Lareiareia
    Lareiareia lareiá
    Lareiareia

    Quando vos calam a voz
    Daqui respondemos nós

    Información de la canción

    Composición: Ricardo Ribeiro, Joana Alegre y Diana Vilarinho

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