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    Setas vermelhas no meu peito
    Furando mais que o coração.
    Há tempos já respiro sangue.
    Flechas são só decoração.

    Então eu já fechei meu corpo
    Contra miséria e inundação.
    Teu ódio aqui ricocheteia.
    Te fere em cheio, meu irmão.

    Não posso dizer se o fim está perto.
    Mas posso contar a mesma história que falsos profetas.
    Se a lua é sangue,
    A Terra é falsa,
    Se não há ninguém que escute.
    Se a Lua é sangue,
    A Terra é falsa.
    Não há ninguém que escuta!

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    Setas vermelhas no meu peito
    Encarno são Sebastião.
    Há tempos já respiro sangue.
    Flechas são só decoração.

    Espio os males da minh'alma
    Encontro dor, desilusão.
    Mas força aqui reestabelece.
    Tenho de sobra, meu irmão.

    Dragões são mortos com a mesma estaca do cupido.
    Aponta agora onde é que está a coincidência.
    Se a lua é sangue
    Metáfora não passa ilesa.
    Se a Terra sangra
    Ela me dói.
    Me dói inteira.

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