Avô

Djavan

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    E se eu parar de tomar pra sempre sundae
    e não amar lévi-strauss em seu enleio
    se eu achar démodé , quem serei?
    E se tiver tudo chato e o céu for feio
    e eu decidir que chopin , não solfejarei
    se eu fizer um ar blazè, quem serei?
    Quando eu for saberei.

    Como eu era um homem longe do que sou
    preocupado em me mostrar capaz...
    Nem que eu queira, hoje posso ser tal rapaz
    não sou mais, não sou mais, não sou mais
    não sou mais enfim
    nem mesmo o que eu serei, sou
    não sou mais, não sou mais.

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    E no balaio da construção de um homem
    revejo os moldes e as massas que eu já usei
    pois viver é reviver, hoje eu sei
    quem eu for, já encontrei
    e de quebra a experiência me ensinou:
    é preciso juventude para que eu me torne avô
    è preciso juventude
    quem me dera tê-la intacta a cada era
    como uma flor
    que algum dia, alguém espera em outra porta
    que o futuro preparou.

    Song details

    Composition: Djavan and Flavia Virginia

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