Ciranda de Suindara

Drulucca

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    Hozairubu
    Um negro alado da caatinga
    Roda ciranda ao meio dia
    Pro sol torrando as suas penas pretas
    Huzairubu
    Apaixonou-se por um a menina

    Ana suindara
    Plumas brancas
    Leve e encanta com o seu cantar
    Pela agonia dos outros pobres mortais da noite
    Ninguém gostava do cantar da tal de Ana Suindara

    Pela agonia dos outros pobres mortais da noite
    Ninguém gostava
    Ninguém cantava
    Ninguém curtia
    Nem compartilhava
    O cantar da tal de Ana Suindara

    Quando Ana Suindara canta e lança a dança
    A presa dança, dança até se cansar
    Hozairubu roda a ciranda
    Quando Ana Suindara canta e lança a dança
    A sua presa dança até se cansar
    Hozairubu roda a ciranda

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    Huhh! Ráhh!
    Vá pra casa do amancebado
    Hozairubu
    O rei zulu do céu desse sertão
    Rodou mais baixo em caça ao passo
    Do swing exato dessa tal de Ana Suindara

    Sentiu nas penas, as dores daquela paixão albina
    Em cada pé de imbira tantas carabinas
    Sentiu nas penas as cores daquela paixão albina
    Aquieta o voo
    Não desalinha

    Recolhe o pouso
    Olha de cima
    Huhh!! Ráhh
    Vá pra casa do amancebado

    De longe chega brilha
    A pena branca na carniça
    Mas nada cobre o cheiro
    Do sobejo de aninha

    Fim do banquete
    Terra e sol arreia a sede
    Mais nem cem açudes
    Lavaria a que ele tinha

    Hozairubu e suindara
    Se fundiram em cirandar
    E depois de um mói de giro
    Os dois tiveram como filho
    O primeiro carcará

    Song details

    Composition: Rafael Gomes and Pedro Lucca Cândido

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