Laço de Couro Magro

Duduca & Dalvan

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    Boi magro e velhinho morrendo no pasto,
    Servindo seu dono na vida e na morte
    Seu último lucro agora é seu couro,
    Pois ele precisa de um laço bem forte
    Quando o couro é magro o laço é mais firme,
    Por isso o boizinho tem que emagrecer
    Ficou decidido seu triste destino,
    De fome e de sede precisa morrer.

    Seu couro trançado vai servir depois,
    Pra no mesmo pasto laçar outros bois.

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    Cortaram-lhe a língua pra impedir que coma
    E perca a gordura que estraga seu couro
    Por isso não pode comer as pastagens
    Que cobrem de verde seus campos e morros
    Que triste martírio sentir a água fresca,
    Molhando seus cascos sem poder beber
    Tomara que o dono lhe mate depressa,
    Assim deixaria de tanto sofrer

    Seu dono é humano, por isso não sabe
    Que os animais também sentem dor
    Cortaram-lhe a língua pra morrer de fome,
    E fazer seu couro subir de valor
    Boizinho me ponho em sua defesa
    E grito às mais altas tribunas do céu
    Pra que Deus coloque com severidade
    Os seus assassinos no banco dos réus.

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    Composition: Jose Fortuna and Carlos Cezar

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