Poente da Vida

Durval e Davi

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    Amigo escute com calma a minha pobre canção
    Que traz lembranças na alma guardadas no coração
    Há quase dezoito anos um sertanejo menino
    Partiu seguindo o destino buscando uma ilusão
    Só muito tarde entendeu que a sua felicidade
    Era viver de saudade do seu amado sertão.

    Marcado pela tristeza desesperado e aflito
    Fez versos a natureza e aquele solo bendito
    As matas, campos e lagos encantos de uma terra
    Citou o alto da serra no amanhecer mais bonito
    O astro rei majestoso nas manhãs mais coloridas
    Pintando quadros da vida na tela do infinito.

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    Que vida mais cor-de-rosa a sorte deixou perdida
    Na estradinha mimosa de minha infância querida
    Porque sou eu o caboclo que por missão ou vaidade
    Deixou a felicidade na terra nunca esquecida
    Quis o destino mandar-me sentir na grande cidade
    O alvorecer da saudade já no poente da vida.

    Voltar não pude é verdade a terra dos madrigais
    Pra não morrer de saudade com a falta dos velhos pais
    E hoje um tanto alquebrado pelas agruras da sorte
    Espero antes da morte nos meus instantes finais
    Que Deus permita que eu sonhe com aqueles campos de flores
    Da terra dos meus amores que eu não verei nunca mais.

    Información de la canción

    Composición: Goia y D.Thomaz

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