Divergências

EBOW

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    Fragmentos de uma existência esquecida
    Momentos de vivência aborrecida
    Pensamentos de uma mente enfurecida
    Rebentos de uma flor adormecida
    Ser-te decalcada pelo tempo e de todo o sofrimento
    Aquilo que mais me custa é ver-te ser lavada pelo vento
    E sobre um olhar atento pergunto se a vida é justa
    E antes que caia no esquecimento aproveita este momento
    E ouve a minha resposta
    A indiferença dos demais torna-nos todos iguais refletida nesta sociedade imposta
    Defuntos andante com mentes brilhantes
    Parecem carvão mas são diamantes
    Corpos palpitante sem precedentes palavras cortantes mas será que mentes?

    Pergunto-me porque é que ainda estou aqui?
    Questiono será que eu já vivi?
    Esta temível fluidez de um ponteiro amaldiçoado
    Terrível sensatez dentro deste corpo cansado
    Eu tenho tentado mas sem resultado, fazer parte deste jogo contaminado
    Incrível destemida mas sem lições de vida
    Falível e perdida mas não serás esquecida
    Vulnerável deprimida mas no fundo decidida
    Previsível homicida mas apenas conhecida
    Yah

    Abre as janelas da mente
    E quando isto for diferente
    Tornaste tudo transparente
    Eu vou jurar
    Eu não sou só concorrente
    Então olha para à frente e começa a caminhar
    Queria procurar-te no meio deste esconde esconde
    Mas a lucides do mato faz-me perguntar aonde
    Vou onde fico o que é que faço aqui
    Tentei tudo o que podia e o que recebi?

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    Foram apenas migalhas deixadas por um bandido
    Foram apenas batalhas traçadas com o destino
    Foram apenas mortalhas queimadas num ritual repetido
    Foram apenas falhas mas ainda sobrevivo
    Essa magia que me encantou outrora
    Essa mania de que te serve agora?

    A cada dia que passa vejo o tempo lá fora
    A cada via trapaça e vejo o medo da hora
    Não é independente a decisão inconsciente
    Não te torna diferente o que dizem da tua gente
    Só te torna imponente essa amargura que tu sentes
    E não é acidente se te mostras imponente
    Agora sente a apatia de como teria sido
    Agora quem diria que havia um porto de abrigo
    Agora sigo o meu caminho e tento não olhar para trás

    Pois o que me reside no passado não me proporciona paz
    Evitas bens emoções vais e vens e impões
    E sem tempo para questões
    Tomas todas as decisões
    Não sei quais as intenções nem o motivo dos serões
    Aquilo que tu relatas não viste são só visões

    Abre as janelas da mente
    E quando isto for diferente
    Tornaste tudo transparente
    Eu vou jurar
    Eu não sou só concorrente
    Então olha para a frente e começa a caminhar

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