Empilhando Sonhos

Éder Goulart

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    Negro Lucídio de há muito gastou os dedos
    Reculutando pedras por ofício em seus termos
    Compondo taipas sentando todos seus segredos
    Empilhando sonhos serpenteando pelos ermos

    Vaqueanos seguiram tranqueando por estes cerros
    Conduziram tropas culatreando seus anseios
    Floresceram povoados demarcados pelos cincerros
    Moldaram raça e nação escorando tempo feio

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    Moreno se foi deixando as linhas da história
    Pedras brancas empilhadas luzindo uma nesga de sol
    Corredores marcos de sonhos refletindo trajetórias
    Floreando a alma serrana moldada pelo arreból

    Floreando as cismas do tempo entordilhou pedra ferro
    Velhaqueadas de mulas ressabiando boi-de-botas
    Sujeito aporreados entre estouros e berros
    Lejos se foi o passado afundando caminho das tropas

    Novos tropeiros que hoje redomoneiam a essência
    Cabresteando ânsias xucras cismando atam bocal
    Apresilhando nos tentos recuerdos da querência
    Entoando versos e bordões espelhados no manancial

    Song details

    Composition: Eder Goulart and Cassiano Eduardo Pinto

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