Grão de Areia

Edmilson Aparecido

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    Quando a maldade formando teia
    Vem acusar-me do que não fiz
    Saio da trama que me enleia
    Buscando a terra dos bem-te-vis

    Só gente amiga lá me rodeia
    E ouvindo o canto de uma perdiz
    A luz divina em mim clareia
    E ensina a forma de ser feliz

    A mão do mestre desfaz a teia
    E a vida toma lindo matiz
    No fio de água que serpenteia
    Por entre as flores do meu país

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    Colher os frutos que a fé semeia
    Sem magoar-se com que se diz
    É o grande leme que aqui norteia
    A nau perdida do infeliz

    Quando a tristeza me desnorteia
    O meu refúgio é meu chafariz
    É uma casinha modesta e feia
    De móveis velhos e sem verniz

    A luz cortiça de uma candeia
    Sentindo o cheiro da flor-de-lis
    E o prateado da lua cheia
    Banhando as copas dos buritis

    Nessa casinha parede e meia
    No paraíso das juritis
    A minha sorte me presenteia
    Com tudo aquilo que tanto quis

    Não guardo mágoa de quem me odeia
    Porque num mundo de ideias vis
    Sou simplesmente um grão de areia
    E o ser supremo é meu juiz

    Información de la canción

    Composición: Goia y Leornado Amâncio

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