Andarengo

Edson Otto

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    Ando sempre gauderiando, matando cavalo à dedo
    Encilho de manhã cedo e passo o dia troteando
    Campeando não sei o quê, pelos rincões deste mundo
    Num andejar vagabundo de quem olha mas não vê
    Num andejar vagabundo de quem olha mas não vê

    Absorto nas miragens dos horizontes escampos
    Não vejo as flores dos campos nem o matiz das paisagens
    Cruzando várzeas e montes, sempre adiante na jornada
    Me envolve a poeira da estrada e a vincha dos horizontes
    Me envolve a poeira da estrada e a vincha dos horizontes

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    Repontando meus anseios num perambular teatino
    Carrego o próprio destino nos tentos dos meus arreios
    Quando o Sol silêncio fala, na voz da noite charrua
    Na garupa trago a Lua acariciando meu pala
    Na garupa trago a Lua acariciando meu pala

    E agora que chego ao fim desta caminhada ao léu
    Paro, interrogo o céu porque foi mesmo que eu vi
    Eco de longa jornada, meu verso tem o compasso
    No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada
    No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada
    No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada
    No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada
    No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada

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