Ando sempre gauderiando, matando cavalo à dedo Encilho de manhã cedo e passo o dia troteando Campeando não sei o quê, pelos rincões deste mundo Num andejar vagabundo de quem olha mas não vê Num andejar vagabundo de quem olha mas não vê Absorto nas miragens dos horizontes escampos Não vejo as flores dos campos nem o matiz das paisagens Cruzando várzeas e montes, sempre adiante na jornada Me envolve a poeira da estrada e a vincha dos horizontes Me envolve a poeira da estrada e a vincha dos horizontes Repontando meus anseios num perambular teatino Carrego o próprio destino nos tentos dos meus arreios Quando o Sol silêncio fala, na voz da noite charrua Na garupa trago a Lua acariciando meu pala Na garupa trago a Lua acariciando meu pala E agora que chego ao fim desta caminhada ao léu Paro, interrogo o céu porque foi mesmo que eu vi Eco de longa jornada, meu verso tem o compasso No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada No tranco do meu picasso batendo o casco na estrada