De Iracema À Dalila

Eduh Original

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    Tu foste tudo que eu quis
    Tudo que fiz foi para tê-la por perto
    Se fosse quem conheci
    A que me fez sorrir em meu deserto
    Mas tornou-se um haraquiri
    Preferiu partir por medo do incerto
    Amou-se, e quanto a mim?
    Contigo vivi o amor incompleto

    Iracema, você sempre estará em meus poemas
    Não amará a minha estratagema
    Optará por seus problemas, serão algemas
    Iracema, você sempre estará em meus poemas
    Não amará a minha estratagema
    Optará por seus problemas, serão algemas

    Iracema, oh, oh, oh, oh
    Oh, oh

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    Você quis jogar, então também joguei
    Falhei, mas nenhum homem te amará como te amei
    Eu me entreguei e o que recebi? Nada!
    Nem o favo de jati se equipara a seu hálito doce
    Pensei ser seu Martin
    Porém, a soledade fez-se a minha única amante
    Eis o agravante que causa amar
    A moça dos cabelos negros feito asas de graúna

    Ê, feito asas de graúna
    Oh, feito asas de graúna
    Ê, feito asas de graúna
    Oh, feito asas de graúna

    Encho uma taça para esvaziá-la
    Eu penso em ti e isso me mata
    Dedico a ti a melhor poesia
    Esperando que, um dia, venha a escutá-la
    Acreditei em promessas de mudança
    Entorpecido por veneno, criei esperança
    De que podia entregar todos meus sentimentos
    No fim, provou ser indigna de confiança
    E ela não mudou
    Os anos passaram, vejam o erro
    Assim como Narciso, vendo teu reflexo
    Me sinto reflexivo a vendo neste inferno
    Com o meu amor fraterno, talvez genuíno
    Desculpe-me por ser sincero, mas você deu indícios
    Aproveite estes versos que cessam aquilo que sinto
    Eu não mais quero nenhum pingo do seu egoísmo

    Ó Dalila, sempre que lembro desfibrila
    Raiva e dor que aniquila
    Meu coração de argila na revelia
    Ó Dalila, sempre que lembro desfibrila
    Raiva e dor que aniquila
    Meu coração de argila na revelia
    Ó Dalila, sempre que lembro desfibrila
    Raiva e dor que aniquila
    Meu coração de argila na revelia
    Ó Dalila

    É o começo do fim

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