Vira Latas

Edvaldo Santana

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    Liberado para o mundo, viralata do ocidente
    Sem coleira, sem dinheiro, com um coração bem quente
    Meu cabelo no outono toma sol pelo poente
    Pra entrar sou clandestino, pra sair fico doente
    Vou atrás atalho afora, do que tem a luz intensa
    Que motiva meu desejo, que me faz pedir sua benção
    Me dedico se possível sem pensar na recompensa
    Sou daqueles que acreditam na paixão e na ciência
    Vou beber mel pela fonte por onde meu faro alcança
    Pra entender o que se passa entre a paz e a vingança
    Minha arte não tem preço minha busca não se cansa
    Eu sou bicho do mato com olhar de criança, aaaah...
    Nessa vida eu agradeço os desenganos, aaaaah...
    Meu violão tem a poeira dos ciganos, aaaah...
    Nessa vida eu agradeço os desenganos, aaaaah...
    A minha voz traz a franqueza dos hermanos
    Atravesso a fronteira, meu amor, uma luz tá me chamando
    Rosa, Dália, Alecrim, espalhados no jardim
    Afro-tupi-guarani, esta história não tem fim...

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    Composition: Edvaldo Santana

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