Caldeirão de Mitos
Elba Ramalho
- A
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Tono:
E Eu vi o céu à meia-noiteE Se avermelhando num clarãoE Como incêndio anunciadoE No apocalipse de São JoãoE Porém não era nada dissoE A E Era um Curisco, era um Lampião(E) PARARÃ PARARÃE Eu vi um risco nos espaçosE Era um revôo do sanhaçuE Eu vi o dia amanhecendoE No ronco do maracatuE Não era lança de São JorgeE A E Era o espinho do mandacaru(E) PARARÃ PARARÃContinúa después del anuncioE Eu vi o som na escadariaE Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dóE Não era o eco das trombetasE De Josué e JericóE Era um fole de oito baixosE A tocar numa noite de forró(E) PARARÃ PARARÃE Eu vi o sol ao meio-diaE No meio do chão do CearáE Não era o coro dos ArcanjosE Nem era a voz de JeováE Era uma cascavel armando o boteE A E Balançando o maracá(E) PARARÃ PARARÃE Vi um magrelo amareladoE Passando a perna no patrãoE Não foi ninguém da InglaterraE Nem de Paris, nem do JapãoE Era Pedro MalazarteE A E Era João Grilo e era Cancan(E) PARARÃ PARARÃE Vi uma mão fazer o barroE Um homem forteE Um homem nuE Um homem branco como euE Um homem preto como tuE Porém não foi a mão de DeusE A E Foi Vitalino de Caruaru