E Venha viajar com a expresso inconsciente Venha viajar com a expresso inconsciente Onde tudo é fantasia Mas se te perguntarem Se você sabe escrever seu nomeA Eu sou Seu Pedro, sem documentoE Eu não frequentei escola era da roça que eu tirava o meu sustentoA Desde criança só pensava em ir embora pra morar na capitalB Ter carro, casa, grana e trabalhar numa multinacionalE A Eu vou dizer que não quero mais aquela vida de cãoE A Eu vou dizer que não quero mais aquela vida de cãoE Mas se te perguntarem Como é que foi seu diaContinúa después del anuncioA Eu acordei às cinco da matina, fui no aperto do busão que passaE Todo dia aqui na minha esquinaA Só que dentro do busão, eu fui parado por um cano enferrujado deB Um revólver de calibre baixoE Era um moleque de Juliete, no braço um Festina e no pescoço uma Corrente dezoito quilatesA Ele pegou minha marmita, pois dizia que era tudo o que ele tinha Um revólver com o número raspado de um tal advogado Filho de um deputado que levou lá na biqueira pra pagar suaB FarinhaE A Eu vou dizer que não quero mais aquela vida de cãoE A Eu vou dizer que não quero mais aquela vida de cãoE Então venha viajar com a expresso inconsciente Onde tudo é fantasiaE Mas se te perguntarem por que é que você desistiu de tudoA Eu vou dizer que fiquei decepcionado com as coisas da cidade queE Acontecem do meu ladoA De trabalhar feito um louco e ao mesmo tempo ser roubado por um Cara engravatado Que só culpa o favelado, mas é sujo como um rato nesse esgoto a Céu abertoB Desde que foi descoberto por Cabral com seu discurso: Esse é o novo mundoE A Eu vou dizer que não quero mais aquela vida de cãoE A Eu vou dizer que não quero mais aquela vida de cãoE Então venha viajar com a expresso inconsciente Venha viajar com a expresso inconsciente Venha viajar com a expresso inconsciente
Vida de Cão
Elder Lopes
- A*2
- B*2
- E*2
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