A Sombra

Eletrokarma

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    Sombra, agora eu posso ser a sombra
    Que ti segue em silêncio, nos lugares que você ficar

    Ela parece bem, mas por dentro
    Nem sabe onde está, pois sufoca os seus risos com ar

    Riméis, sempre borram ao chegar da noite
    Delineadores espalhados, construindo a imagem ideal
    A imagem que nunca é real

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    Nenhuma Fé, mas tem religião
    E améns de rezas sem som
    Dos eternos domingos sem cor

    Sorri mas, na verdade por dentro ela grita
    Disfarça toda sua angustia, plastifica um sorriso
    anormal
    Ela pensa que eu não percebi, ela pensa que ninguém
    mais viu
    O lithium

    É uma Fé, e sem religião
    E améns das rezas de dor
    Dos eternos sons sem cor

    Sombra, agora eu posso ser a sombra
    Já que agora eu morri

    Sombra, eu vou ser a sombra
    Eu vou ser a sombra, é meu fim

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