Dez e dez

Elizabeth

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    No meu relógio,
    Exatamente dez e dez.
    Já nem sei mais quem sou,
    Nem sei mais quem tu és.

    Quem sabe estejas,
    Em algum lugar comum.
    Que por ser tão vulgar,
    Não tenha nome algum.

    Por despeito,
    É quem me faz pensar assim.
    Até suspeito,
    Não caber dentro de mim.

    Imaginar você,
    E outra pessoa,
    E eu aqui tão só,
    Me consumindo a tôa.

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    E este meu despeito,
    Ciumento e forte.
    Me faz temer,
    A minha própria sorte.

    Olho pro relógio,
    São mais que dez e dez,
    E eu te desejando mal.
    Mas querendo-te a meus pés.

    O telefone,
    Essa noite não tocou.
    Até parece
    Que o mundo inteiro se calou.

    E esse silêncio,
    Enorme e maldito.
    É mais que um grito,
    A gritar dentro de mim.

    E este meu despeito,
    Ciumento e forte.
    Me faz temer,
    A minha própria sorte.

    Información de la canción

    Composición: Elizabeth

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